Marilyn Monroe (ou a arte como exercício de vaidade)
A arte enquanto exercício de vaidade é vazia de significado e por isso perecível. Dura o mesmo tanto que um barato de coca e depois é necessário mais e mais até o colapso total.
É muito mais fácil fazer arte por vaidade pois o prazer que se têm é automático. O elogio vicia e é sempre preciso mais. Um Like vale mais que uma tonelada de trepadas.
Por outro lado o artista ascético que acredita fazer arte como auto-desenvolvimento e busca do belo (ou qualquer outra busca) parece fazer arte com intenções mais genuínas, menos vis, do que a busca de um elogio qualquer.
Auto-engano ou embuste, não sei, no fundo não deixa de ser um viciado em vaidade. Sua vaidade está na idéia de superioridade ao artista decorativo. Têm um trabalho estéticamente inferior e por inveja cria uma idéia de valores sobre o objeto artístico e pretende ser valorizado por isso.
Em arte não existe bom ou mal caráter. São todos farinha do mesmo saco. Humanos com suas características animais, insatisfeitos, invejosos, ansiosos e muitos outros osos que não vale citar.
No fim das contas todos morreremos iguais e não faremos a mínima diferença no universo. Em todo caso é bom ver o circo pegando fogo e se entregar aos vícios mais mesquinhos que, só nós humanos, temos o direito de gozar.
Brazil by Santo Pó
Le Painter by Santo Pó